22ª Parada do Orgulho LGBT Rio, a Parada da Resistência, leva 800 mil pessoas à orla de Copacabana

Nem a chuva atrapalhou a 22ª Parada do Orgulho LGBTI do Rio, que aconteceu na tarde deste domingo em Copacabana. O tema deste ano foi a resistência. Sem apoio dos órgãos públicos que durante anos investiram financeiramente na Parada, neste ano ela esteve em vias de não acontecer, mas com o esforço do Grupo Arco-Íris, que há 22 anos organiza o evento, empresas privadas como a UBER e Ambev – esta última através de Lei de Incentivo da Cultura, resolveram apoiar a causa, ao lado de artistas que abriram mão dos seus cachês para estarem na passeata mais colorida do mundo. O resultado dessa parceria levou 800 mil pessoas à Copacabana para gritar palavras de ordem contra o fundamentalismo religioso que vem assolando a cidade. De acordo com Daniela Mercury, “o Rio não combina com o prefeito que tem”. Neste ano, a bandeira foi “Resistindo à LGBTIfobia, fundamentalismo, todas as formas de opressão e em defesa do Rio”.

A Parada também teve apresentações de Pabllo Vittar, Preta Gil, Valesca, IZA e Lexa. A Parada do Orgulho LGBTI Rio contou com seis trios com shows de Lorena Simpson, Sara e Nina, Yann, Cariúcha, Bloco Toco-Xona, Bloco Exagerados, Candybloco, DJ Paulo Pringles, Aretuza Lovi, Karol Ka, As Bees, Kaike Theodoro, Joice Carneiro, Desiree Cher, Vick Diamond, Lorna Washington e várias outras atrações. Mais uma vez, a Divina Diva Jane Di Castro cantou o Hino Nacional. A bateria da Estação Primeira de Mangueira fez parte da manifestação, levando o brilho da escola para a Avenida Atlântica.

 

Militantes fizeram história na Parada de 2017

Diversos militantes e apoiadores da causa LGBTI marcaram presença na Parada. Entre eles o deputado federal Jean Wyllys que, em seu discurso, citou a crise no estado e pediu a saída do atual presidente da República, Michel Temer. O deputado estadual Carlos Minc, que participou pela 18ª vez do evento, ressaltou o respeito às diferenças e citou que todas as pessoas, inclusive lésbicas, gays, bissexuais, mulheres transexuais, homens trans e pessoas intersexo devem ter direitos iguais a todos os cidadãos. “O Brasil atravessa um momento de retrocesso em todas as áreas. O obscurantismo avança a cada dia com o projeto da cura gay. Não existe cura para o que não é doença. O que se deve curar é a cabeça desses homofóbicos”, disse.

David Miranda, primeiro vereador assumidamente gay do Rio, fez uma fala emocionada sobre a situação em que se encontra a cidade. “O prefeito achou que ia conseguir calar a nossa voz, ele pensou que a gente não estaria aqui hoje, e estamos aqui dando a resposta para ele através do maior movimento político da cidade”.

Resistência foi o tema deste ano

“Hoje estamos aqui para dizer que todos nós temos resistência e todos nós iremos saudar o nosso amor, o nosso direito de ser quem somos. Também estamos aqui para celebrar o Dia da Consciência Negra, então eu quero exaltar todas as negras e todos os negros que construíram o nosso país e lutaram para que estivéssemos aqui hoje. É pela nossa cor e pela nossa raça que eu digo: jamais iremos desistir!”, ressalta Marcelle Esteves, vice-presidente do Grupo Arco-Íris.

 

Ação Orgulho e Cidadania teve início às 9h com serviços para toda população

Quem chegou à orla cedo pode aproveitar os serviços da ‘Ação, Orgulho e Cidadania’. Foram distribuídos 400 mil preservativos femininos e masculinos, gel lubrificante e folhetos informativos sobre prevenção. A Parada também contará com três postos médicos, 10 ambulâncias, Conselho Tutelar, 300 seguranças particulares, 350 policiais militares e 200 banheiros químicos. O Grupo Pela Vidda esteve no Posto 2 realizando testagem rápida para o vírus HIV. A coprodução do evento foi da Four-X.

 

Grupo Arco-Íris organiza a Parada há 22 anos

A Parada do Orgulho LGBT Rio organizada há 22 anos pela ONG Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT leva para as ruas pessoas que lutam por direitos iguais, que combatem a intolerância, o preconceito e o ódio, dando voz àquelas pessoas que por tantos anos viveram à margem da sociedade, mostrando para a sociedade que o mundo está avançando para um lugar que respeita a diversidade e que todos têm o direito de amar quem quiserem. “Ela é considerada o terceiro maior evento da cidade e leva centenas de milhares de pessoas para a mais famosa praia do mundo. A Parada é sinônimo de vanguarda. Foi a primeira do Brasil e desde então cumpre papel importante na luta pela igualdade de direitos para a população LGBTI no país”, diz Claudio Nascimento, fundador da Parada do Rio.

Foto: Gataria Photography


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