ESCOLA SESC DE ENSINO MÉDIO APRESENTA SUA 1ª MOSTRA NACIONAL DE MÚSICA REUNINDO GRUPOS DE TODAS AS REGIÕES

 Evento reunirá importantes nomes da música durante cinco dias. Grátis.

Entre os dias 17 e 21 de outubro, a Escola Sesc de Ensino Médio realizará, pela primeira vez, a Mostra Nacional de Música. O evento será aberto ao público e, durante os cinco dias, dez grupos de todas as regiões do Brasil se apresentarão gratuitamente no Espaço Cultural Escola Sesc (Av. Ayrton Senna 5.677 – Jacarepaguá),  promovendo a diversidade entre os grupos participantes com os demais projetos da Escola. A programação ainda contará com intercâmbios e seminários oferecidos aos membros e frequentadores da Escola Sesc, além da população em geral. O projeto busca incentivar trocas e intercâmbios, além de fomentar a circulação de grupos e artistas da música nacional, contribuindo para o fortalecimento da missão cultural da Escola Sesc de Ensino Médio, que é valorizar a diversidade cultural brasileira e a construção da juventude por meio da integração entre cultura e educação. Introduzir e apresentar aos jovens as diversas vertentes culturais brasileiras contribui para o crescimento intelectual deles, além de oferecer entretenimento e lazer para alunos e visitantes do espaço.

Entre os grupos participantes está o “Sons de Beira”, de Rondônia. O espetáculo musical percussivo foi construído através de pesquisas sonoras realizadas nas vivências em ambientes beradeiros. O grupo propõe uma experiência sensitiva que atiça a percepção para as vivências nos ambientes permeados pelos rios e igarapés, comuns em toda Amazônia. Outro destaque é o Grupo Água Viva, do Rio de Janeiro. Formado por sete músicos, o grupo desenvolve um trabalho todo autoral. Já gravaram com Bibi Ferreira e Itiberê Zwarg e sua sonoridade tem base na música brasileira, explorando ritmos como o baião, o maracatu, o frevo e o samba, sobre a qual são adicionadas influencias da música latino-americana, do jazz e da música erudita. De Santa Catarina vem Arnou de Melo. Músico contrabaixista, compositor e produtor musical formado pelo BIT – Bass Institute of Technology do MI – Musicians Institute de Los Angeles, Califórnia, Arnou  apresentará um show autoral e instrumental.

Para Leonardo Minervini, Coordenador-Geral de Cultura da Escola Sesc de Ensino Médio, de uma maneira geral a dinâmica cultural tem um grande gargalo entre produção e distribuição, dificultando a circulação das obras de arte e fazendo com que os artistas fiquem restritos aos seus territórios e o público às produções locais. “A Mostra Nacional de Música da Escola Sesc tem como objetivo estimular esse transbordamento das produções, reunindo ao longo de uma semana grupos oriundos das cinco regiões brasileiras. A programação, elaborada por uma curadoria nacional composta por especialistas em música dos Departamentos Regionais do Sesc, contará com apresentações artísticas e seminários, além de intercâmbios entre os grupos e as práticas musicais promovidas com os estudantes da Escola Sesc de Ensino Médio. E a Escola Sesc é um local muito pertinente para esse encontro, tendo em vista que uma de suas principais características é a de reunir alunos de todos os estados brasileiros.”

PROGRAMAÇÃO:

17/10, terça-feira

19h – Abertura: Orquestra Escola Sesc de Ensino Médio

19h30 – Trio Reserva (PR) – O grupo é composto por Édipo Ferreira (Bandolim, Trompete, Violão de 7 e Piano), Rafael Marinho (Violão de 7 e Viola Caipira) e Andro Gustavo (Percussão) e Douglas Alberto Santos (Cavaco). O grupo foi formado em 2013 partindo de um encontro casual que aconteceu enquanto cursavam graduação em música na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Desde então buscam compor e interpretar de maneira apurada os gêneros da música brasileira, em especial, o choro. O grupo teve projetos aprovados por 2 anos consecutivos na lei de incentivo à cultura “Prêmio Aniceto Matti” de Maringá, atuando em oficinas, apresentações didáticas, shows, gravação de CD, produção de documentários e rodas de choro na cidade. Também se apresentou com Izaías Bueno de Almeida e Israel Bueno de Almeida (Izaías do Bandolim e Israel 7 cordas) nomes consagrados do choro. O grupo conta com intensa agenda de apresentações musicais e teve canções apresentadas em duas edições do renomado FEMUCIC, a última delas este ano.              

 20h30 – Grupo Coqueiro Alto (PB)

O grupo surge em 2015, na cidade de Campina Grande, após a realização de uma oficina ministrada por Samarone Moura, que trabalhou o tema Coco de Roda. Com o objetivo de resgatar a cultura “coquista”, incentivando a prática percussiva e a formação de plateia, fortalecendo e difundindo este elemento da cultura popular, o Grupo Coqueiro Alto já se apresentou em diversos eventos pelo estado da Paraíba e Pernambuco e festivais universitários. Recentemente tocaram no Centro Cultural Côco de Umbigada na Sambada de Côco do Guadalupe, em Olinda, numa parceria com Maracagrande Grupo de Percussão-PB, Batakossô-PE e o côco de Umbigada-PE.

 

18/10, quarta-feira

19h – Sons de Beira (RO)Espetáculo musical percussivo construído através dos resultados de pesquisas sonoras realizadas nas vivências em ambientes beradeiros. Apresenta um conjunto de timbres e ritmos do cotidiano amazônico pela manipulação de objetos e instrumentos diversos, construindo paisagens sonoras que estimulam sensações peculiares a esse universo e o resgate de memórias auditivas de beiras de rios com seus mitos, lendas, causos, afazeres cotidianos, ofícios e brincadeiras. Com referenciais na concepção de paisagem sonora de Murray Schaffer, da música aleatória e música minimalista, além de outras concepções sonoras contemporâneas, propõe uma experiência sensitiva que atiça a percepção para as vivências nos ambientes permeados pelos rios e igarapés, comuns em toda Amazônia. A base instrumental de todo o trabalho foi desenvolvida em instrumentos convencionais, alternativos e em objetos desfuncionalizados, aos quais se atribuiu o caráter de instrumento musical, buscando agregar timbres que contribuem para a construção das sonoridades que cada peça musical exige.

 20h – Estela Ceregatti (MT)

Compositora, cantora, instrumentista, sonoplasta, professora de canto, eterna aprendiz e pesquisadora dos sons do mundo. Nascida em 1987, graduou-se em Licenciatura em Música pela UFMT. Com três discos lançados, Estela foi contemplada pelo projeto de Circulação Sesc Amazônia das Artes – com o grupo Monofoliar (2013) e selecionada para o Festival Nacional FEMUCIC/Sesc, em Maringá/PR (2013). Foi vencedora do 2° lugar do Prêmio da Canção do Araguaia (2013) e, em 2014, convidada a participar do Festival Sesc de Música Leão do Norte em Petrolina. No mesmo ano, foi contemplada pela Mostra Sesc de Cultura do CARIRI. Em 2016, realizou a criação da trilha sonora original do espetáculo Oramortem, contemplado pelo Projeto Palco Giratório/Sesc, com o qual circulou para 25 cidades brasileiras; esta trilha recebeu o prêmio Nacional Cenyn de Teatro, como Melhor Sonoplastia e como Melhores Efeitos Sonoros. Em 2017, Estela lançou seu primeiro disco solo, “AR”. Ainda este ano, foi contemplada pelo Prêmio Grão de Música/SP.

 19/10, quinta-feira

19h – Pablo Fagundes (DF)A trajetória musical de Pablo Fagundes registra um longo trabalho voltado para o instrumento gaita. Tudo começou há 24 anos. Em 1992, Pablo descobriu na gaita diatônica, as raízes negras do blues e do jazz. Logo depois, as singularidades de nossa música, o desafio do Choro, da MPB. Formado pela Escola de Música de Brasília, teve como mestre na gaita cromática, no Rio de Janeiro, um dos precursores da Bossa Nova, o gaitista Maurício Einhorn. Pablo Fagundes teve a oportunidade de tocar com músicos consagrados, como o gaitista belga Toots Thielemans, o multi-instrumentista Hermeto Paschoal, o guitarrista Toninho Horta, os bandolinistas Hamilton de Holanda, David Grisman, Mike Marshall, o sanfoneiro Dominguinhos, os gaitistas norte-americanos Howard Levy e Peter Mad Cat, vencedor do Grammy Award.

20h – Camilla Campos (SE)

Baiana de nascença vive em Aracaju desde 1990. Surgiu na cena musical sergipana como cantora na Casa do Zé. Tocou seu cavaquinho no Bloco percussivo Burundanga. Fundou o grupo “Samba de Moça Só”, apadrinhado por Leci Brandão, no qual compunha, tocava e interpretava grandes nomes da música brasileira. Com influências das comunidades quilombolas Maloca e Mussuca, trouxe as manifestações populares do Samba de Pareia e o São Gonçalo para as suas canções. Em 2014 inicia os seus estudos de Canto Lírico e violão clássico no Conservatório de Música de Sergipe e resolve seguir em carreira solo. A artista vem se apresentando com grandes artistas do cenário sergipano em alguns projetos como o Pífano de Pife e Pachamama. Atualmente trabalha nos trâmites finais de gravação do CD “Patuá” e prepara-se para lançá-lo em breve.

20/10, sexta-feira

19h – Grupo Água Viva (RJ)Formado há́ dez anos, o Grupo Água Viva é um septeto que desenvolve um trabalho musical essencialmente autoral. O grupo já́ se apresentou em festivais nacionais e internacionais e conquistou prêmios como Melhor Execução Instrumental no IV Festival das Rádios MEC e Nacional (2012) e Melhor Grupo no XIX Festival Tápias de Artes Integradas (2007).  Seu primeiro CD (Mundo ao Revés – Bolacha/2011), contou com a participação de Bibi Ferreira e Itiberê Zwarg. A sonoridade contemporânea do Grupo Água Viva tem base fincada na música brasileira, explorando ritmos como o baião, o maracatu, o frevo e o samba, sobre a qual são adicionadas influencias da música latino-americana, do jazz e da música erudita. A maioria de seus integrantes é multi-instrumentista, o que proporciona diversas texturas sonoras e variado colorido de timbres.

 20h – Arnou de Melo (SC)

Arnou De Melo é músico contrabaixista, compositor e produtor musical. Formado pelo BIT – Bass Institute of Technology do MI – Musicians Institute de Los Angeles, Califórnia, em 1990, tendo recebido o prêmio de “Outstanding Student of the Year”. No show “Monções”, o público poderá conferir o trabalho autoral e instrumental de Arnou, reunidos em seu segundo disco que dá nome ao show. O Quarteto é formado por Arnou De Melo nos contrabaixos elétricos, com e sem traste, Mário Jr. na bateria, Edilson Forte – Tatu, no piano e teclado, e Evandro Hasse nos sopros. Entre os temas que serão executados estão “Monções”, “Blues Por Neni”, “Anjo da Guarda”, “Até Mais, Calica”, “O Garnisé”, “Lélia” e “Itajaí, Ares e Mares”.

 21/10, sábado

19h – A Mesa (ES)A Mesa traz um som versátil, fruto da união de músicos com estilos diversos influenciados pela música vocal, pelo samba de raiz, rock psicodélico e pela música brasileira dos anos 60. Apresenta canções com melodias, letras e arranjos próprios, propondo um novo sincretismo que contribui para a originalidade da música produzida no Espírito Santo. A começar pela formação inusitada (vozes, piano, sintetizador, violões, trompete e guitarras), o grupo resgata uma sonoridade pouco explorada nos dias de hoje, mas que no passado fez parte da estética de vários grupos da música popular brasileira, tais como Os Tincoãs, MPB4, Quarteto em Cy, Os Cariocas e Boca Livre. Em seus shows o grupo apresenta um espetáculo recheado de emoção e leveza relacionando temas que vão do útero a viagens interplanetárias, passando pelos relacionamentos, política e religião, em arranjos criativos e vocais bem trabalhados.

20h – Muiraquimbó Orquestra (PA)

A Muiraquimbó Orquestra, como o nome sugere, é um grupo em formato orquestral de big band de jazz com pequenas alterações na estrutura instrumental, com 2 anos de atividade no cenário da música do Oeste do Pará. Como nas jazz bands tradicionais, o grupo traz os seguintes naipes: saxofones, trompetes, trombones, cordas, piano e percussões. Na Muiraquimbó são executadas obras autorais, fundamentadas nos estilos e no folclore paraense e amazônico. Assim como as guitarras, os instrumentos de percussão artesanais oriundos de diversas cidades da Amazônia são priorizados no grupo (estes estão presentes em quase todas as categorias de música amazônica).

Outras atividades:

 

Seminário Música Brasileira

19 e 20/10, quinta e sexta-feira, das 16h às 17h30 na Biblioteca da Escola Sesc

Livre. Grátis. Ingressos 1h antes. Inscrições no site espacocultural.escolasesc.com.br

 

Intercâmbio entre os artistas participantes e os alunos  da Escola participantes do Projeto Bandas

21/10, sábado / Das 10h às 12h30 e de 14h às 17h, no Palco do Teatro

Exclusivo para os músicos e alunos da Escola.