Pano de cera de abelhas: conheça a aposta do SENAI CETIQT, Envolve Eco e GRSA para reduzir o impacto ambiental causado pelo plástico

Em meio à urgente necessidade de combater a poluição plástica e diante da crescente preocupação ambiental, a indústria tem buscado alternativas sustentáveis para a substituição do plástico convencional. Segundo relatório divulgado pela ONU, o plástico representa cerca 85% dos resíduos que chegam aos oceanos. A Organização ainda alerta para a previsão de que até o ano de 2040, os volumes de plástico que fluem para o mar quase triplicarão, alcançando uma quantidade anual entre 23 e 37 milhões de toneladas. Diante desta realidade, o Senai Cetiqt, a Envolve Eco e a GRSA decidiram investir em uma solução promissora: o pano de cera de abelhas.

A ideia surgiu por parte da Luciana Caran, criadora da Envolve, que tinha o desejo de realizar ações que fizessem a diferença para o planeta. Tendo dedicado grande parte da sua vida para a promoção do consumo, devido a sua profissão relacionada ao marketing, Luciana sentiu o desejo de se movimentar em direção contrária, dessa vez, em prol do desenvolvimento sustentável. “Ganhei um pano de cera de abelhas de uma amiga que veio dos EUA e fiquei encantada pelo produto. Tentei produzir e deu certo. Com menos de 2 meses do início da Envolve, não tínhamos nem CNPJ, ganhamos um prêmio em um edital do Ministério do Meio Ambiente no Combate à Perda e Desperdício de Alimentos. Nesse momento percebi que tinha um negócio nas mãos e resolvi apostar”, declara Luciana.

O tecido se destaca como uma alternativa sustentável para substituir o filme plástico e as tradicionais tampas plásticas, transformando a forma como são embalados os alimentos. Testes antimicrobianos comprovaram a eficácia do pano, o que levou a Envolve Eco – startup de bio embalagens – e a GRSA – distribuidora de alimentos – a firmarem parceria. Os ensaios realizados pelo laboratório de microbiologia do Senai Cetiqt demonstram que o pano de cera de abelhas mantém suas propriedades antimicrobianas mesmo após 150 lavagens, comprovando sua durabilidade.

“Para o laboratório de microbiologia, analisar e participar da qualificação de um produto é de grande importância pois demonstra a confiança de nossos clientes nos serviços metrológicos que prestamos. Além disso, podemos referendar ao mercado a eficiência de um novo tipo de processo antimicrobiano, que se apresenta sem qualquer consequência negativa ao usuário ou agressividade ao meio ambiente”, declara Julio Cesar, Consultor do Laboratório de Microbiologia do Senai Cetiqt.

Para a GRSA, que tem buscado alternativas para minimizar os impactos ambientais causados pelo uso de plástico, a Envolve Eco demonstrou ter uma solução eficiente para criação de novos tipos de embalagens para a distribuidora de alimentos. “Temos diversas operações e logísticas com especificidades e precisávamos de algo com grande adaptação, e isso foi identificado no tecido de cera de abelhas, que substitui o plástico filme que não dá a possibilidade para reciclagem e reuso”, declara Fabiana Sousa, Diretora Operacional da GRSA.

Camila Costa, responsável pela Coordenação do Núcleo de Sustentabilidade e Economia Circular do Senai Cetiqt em parceria com a ABIT, reafirma o papel da instituição durante o processo. “O SENAI CETIQT desempenhou um papel fundamental durante o processo de qualificação fazendo a seleção dos ensaios mais indicados para a caracterização do material e contribuindo na indicação de materiais mais sustentáveis para melhorar o desempenho do pano de cera de abelha no futuro”. Ela ainda ressalta o compromisso do CETIQT em desenvolver soluções mais sustentáveis. “Para nós, é de extrema importância apoiar as empresas no desenvolvimento de soluções como essa, atuando como um parceiro estratégico para a indústria e auxiliando na resolução de desafios e no aumento da eficiência e competitividade das empresas”, finaliza.

O SENAI CETIQT

O Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil – SENAI CETIQT – é formado pela Faculdade SENAI CETIQT, Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos e Fibras (instalado no Parque Tecnológico da UFRJ, na Ilha do Fundão) e Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil e de Confecção. Inaugurado em 1949, é hoje um dos maiores centros de geração de conhecimento da cadeia produtiva química, têxtil e de confecção, setores que juntos geram cerca de 11,9 milhões de empregos no país.

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